Os serviços de assessoria imobiliária proporcionam maior segurança para pessoas que desejam realizar a compra de um imóvel e não querem envolver-se em riscos de prejuízo financeiro. A contratação de serviços de assessoria imobiliária também auxilia quem deseja alugar ou vender seu próprio imóvel. Assim, a assessoria imobiliária presta serviços diretamente relacionados à segurança jurídica, como a regulamentação de documentos e comprovantes no Cartório de Registro de Imóveis (RGI) que é feita sem riscos envolvendo transferências de propriedade e qualquer tipo de invalidação nos documentos.
O relatório de Outubro de 2019 do Instituto dos Mercados Públicos do Imobiliário e da Construção (IMPIC, instituto na dependência tutelar do Ministério da Economia que regula e fiscaliza o sector da construção e do Imobiliário) refere que, a 31 de Dezembro de 2018, havia 6.257 empresas em Portugal com licença de mediação imobiliária. Das quais 4.552 o IMPIC apurou dados sobre o volume de negócios e o número de efectivos: 91,72%, 4,75% e 0,31% são, respectivamente, micro, pequenas e médias empresas.
Muitas das empresas de mediação imobiliária, embora juridicamente independentes, trabalham sob o chapéu de grandes marcas de mediação imobiliária. Sendo que, e ainda segundo o estudo do IMPIC, no TOP 20 Nacional de 2018 (das quais 18 estão localizadas na Área Metropolitana de Lisboa e 2 na Zona Norte), encontram-se empresas com volumes de negócio entre os 6,5 e os 28 milhões de euros. Mas neste TOP 20 encontramos também empresas cuja actividade fulcral é a mediação imobiliária no segmento comercial (JLL e CBRE), promotoras imobiliárias, construtoras, gestoras e recuperadoras crédito. Sobram 11 empresas cuja actividade principal é claramente a mediação de imobiliária no segmento residencial. Destas onze, seis operam sob a marca RE/MAX, uma sob a PORTA DA FRENTE | CHRISTIE’S, outra sob a JLL, uma sob a DECISÕES E SOLUÇÕES, outra sob a ZOME e uma outra sob a ERA.
Não tenho como apurar quantas marcas de mediação imobiliária actuam em Portugal mas é fácil de perceber que, um pouco por todo o lado, pequenas marcas de bairro convivem com grandes marcas internacionais. É visível que são estas últimas que dominam o espaço público: seja pela visibilidade das suas agências, campanhas publicitárias ou até pela presença dos seus agentes nas redes sociais.
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